Segundo Jung, todo homem tem seu lado feminino e toda mulher seu lado masculino, que, no caso das mulheres, foi bastante reprimido. Após o movimento feminista a partir dos anos 70, com todas as mudanças alcançadas por elas nos setores profissionais e pessoais, puderam mostrar quem realmente eram e deixaram fluir com força os seus lados masculinos.

Quantas mudanças, quanta evolução...

Mas por outro lado, essa evolução fez uma bagunça nas dinâmicas dos relacionamentos, estamos tão autossuficientes, que às vezes acreditamos que não precisamos um do outro, e instalou-se uma guerra dos sexos.

Para que um relacionamento seja saudável e harmonioso, temos que conhecer a nossa energia predominante (masculina ou feminina) e usar isso a nosso favor.

Por exemplo: se num casal, ambos estiverem na energia masculina, a relação não será mais do que uma discussão de “diretores em uma empresa”, ou se a energia predominante nos dois for a feminina, viverão em um mundo de carências e emoções reativas.

Ouço cada vez mais mulheres reclamando que não conseguem manter um relacionamento, ou porque assustam seus companheiros, ou porque elas tornam-se mães deles. E ao contrário também: mulheres dependentes que tornam-se filhas de seus parceiros, ou totalmente submissas em relacionamentos abusivos.

Mas qual seria a solução ideal?

EQUILÍBRIO!

E como fazer?

Se conhecer profundamente e aceitar a sua energia dominante. Não existe nenhum problema em uma mulher ter a energia masculina dominante e tomar as iniciativas numa relação, uma vez que sinta que a energia dominante no outro é a feminina.

Como nada é permanente no Universo, eventualmente o casal negociará uma flexibilidade de energia dominante, afinal, as duas nos habitam e eventualmente precisam se manifestar.

Estamos num momento em que podemos ser quem queremos ser, independente dos nossos genitais. E que coisa mais maravilhosa passear pelas duas energias, saber dar e receber, saber cuidar e ser cuidado.

Cada ser humano já é completo, e quando vem esse entendimento atraímos pessoas também completas, pois paramos de buscar no outro as nossas faltas.

E no Poliamor, quando entram mais pessoas num relacionamento, como ficam as energias? Vamos pensar juntos?

Um beijo carinhoso,

Escrito por

Andreza Hack

Instrutora e Terapeuta Complementar
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